Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Expectativas para a Tomada de Posse da "nova" OE


Amanhã, dia 28 de Janeiro de 2011, toma posse uma nova equipa, na liderança dos destinos da Ordem dos Enfermeiros(LINK) porém o que esperam propriamente os enfermeiros desta "nova" Ordem?

Que desafios estes novos Órgãos terão?

Pela primeira vez concorreram mais do que 2 candidatos ao lugar de bastonário(no caso 5) e houve até casos de secções regionais em que houve 6 listas diferentes. Se por um lado isto pode ter traduzido um maior dinamismo por parte dos enfermeiros, ao assumirem projectos pessoais e colectivos quanto a melhorias no funcionamento da OE, por outro nunca houve tão grande abstenção (rondou os 80%).

Descrédito da democracia? Desinteresse puro? Falta de opções? Dificuldades no processo de votação? Desconfiança da função e capacidade da OE?

Provavelmente todos estes motivos levaram a que houvesse tanta gente descontente e provavelmente os mesmos que apontarão mais defeitos e imperfeições a tudo o que for feito.
Existem também os 20% que votaram e que provavelmente serão os críticos mais ferozes embora nem sempre com a melhor razão do lado deles.

Contudo... que expectativas terão os enfermeiros do desempenho da Ordem?

- Que os 200 e tal enfermeiros que compõem os órgãos estatutários (que incluem os suplentes) sejam equivalentes aos 230 deputados da Assembleia da República.

- Que a Ordem resolva o problema do desemprego dos Enfermeiros

- Que a Ordem feche escolas de enfermagem

- Que os enfermeiros sejam remunerados como licenciados e mais ainda

- Que se acabe com a usurpação de funções 

- Que se acabe com a precariedade laboral

- Que todo e qualquer lugar de liderança nas instituições de saúde seja ocupado por um enfermeiro

- Que os novos enfermeiros saiam formados como se já fossem especialistas

- Que os demais cidadãos reconheçam os enfermeiros como elite.

- Que a Ordem diminua as quotas e faça isto acima descrito e muito mais.


Quantas destas expectativas são realistas e podem ser atribuídas à Ordem?

Mas acima de tudo... o que estarão os demais enfermeiros dispostos a fazer a ajudar a OE a defender a profissão e acima de tudo o que estão dispostos a fazer para se ajudarem a eles mesmos e aos seus pares? 

Não nos podemos esquecer que todos têm obrigação, pelo menos moral, de ajudar e se não o fizermos saiem todos a perder... É que a Ordem não é propriamente um Governo e a Assembleia da República muito vagamente pode ser equiparada à Ordem... Além disso na Assembleia da República não existe a possibilidade de qualquer membro ou conjunto de membros irem lá votar... Por isso a responsabilidade é de todos... Não esquecer isto nos próximos 4 anos. 

Aqui reside a principal oportunidade e o principal problema. O que estão os enfermeiros dispostos a fazer por si mesmos e pela sua Ordem?

1 comentários:

pedrojosesilva disse...

Mauro

tens toda razão. A Ordem permite uma democracia directa que muitos órgãos de soberania carecem. Mesmo assim temos de nos envolver mais e ter em atenção as dificuldades pelas quais os enfermeiros temos passado.
Os tempos qie se avizinham vão radicalizar o campo da politica e é normal que apele mais à participação na vida civica. Se assim não for corremos o risco de implodir com as instituições democraticas onde se inclui a nossa Ordem.
A participação também se promove e nisto as lideranças têm uma responsabilidade da qual não se podem alhear. Não chega estar à espera que a democracia aconteça por si, ou só quando dá jeito para legitimar mandatos através das eleições. A abstenção não leva à queda dos sistemas de governo, apenas provocam a substituição da democracia por outras formas mais autoritárias e ocultas de gestão da coisa publica. Por isso, todos devemls exigir ter voz e defender a possibilidade de toda a gente se exprimir e ter direito de escolha numa sociedade plural. Tudo isto se aplica também à vida da nossa Ordem.